O que de fato faz diferença? É bem simples

por Diego Caleiro, 2009 * i

 

                Isto é realmente simples: Suponha que você queira verificar se uma ação sua fará alguma diferença.

Como verificar?

                A coisa errada: Pensar nas consequências da sua ação e avaliar se elas se adequam a seu propósito. Se elas se adequarem, prosseguir e executar.

                A razão disto estar errado: Se alguém mais fizer algo com as mesmas consequências, e se executar ou não sua ação não fará diferença para o que aquela pessoa fará, então você não é necessário para aquelas consequências, elas ocorreriam de qualquer maneira. Isto também é verdade se alguma coisa, não uma pessoa, causaria as mesmas consequências.

                A coisa certa a ser feita: Considerar o que ocorreria se você não fizesse sua ação. Subtraia isto do que ocorreria se você fizesse sua ação. Esta é a diferença que faria se você a fizesse. Existe uma razão para ser chamada ‘diferença’, ela é a diferença entre você fazer e você não fazer.

Exemplo: Suponha que você pense que fará uma diferença se analisar cuidadosamente seu voto, e votar. Errado: Bem, eu sou parcialmente responsável causalmente pela eleição de X, logo minha ação faria alguma diferença. Certo: Se eu votar ou não votar, os mesmos candidatos serão eleitos. Portanto meu voto não faz diferença. (Em mais de 16000 eleições nos EUA, somente uma vez ii ocorreu a situação em que um voto faria a diferença)

O argumento péssimo que algumas pessoas dizem: Mas e se todo mundo fizesse isso? A razão para ele não funcionar: Todo mundo não vai fazer isto. Sim. Simples assim.

A razão para ele ser péssimo: Compare com “Eu não acho que deveria ir ao cinema hoje, como seria se todo mundo fosse?”

Portanto, quando você quiser fazer diferença, e não simplesmente se sentir bem, fazer o que todos fazem, limpar sua consciência, quando você quiser realmente fazer diferença, você deveria considerar a diferença entre fazer e não fazer.

                É simples assim.

 

Notas

 

* Texto traduzido por Leo Arruda.

 

i Corrigido em 28/05/2012: Houve na verdade um caso em que uma eleição nacional foi decidida por um voto nos EUA – Obrigado ao Sahba pela correção.

 

ii Can One Vote Make a Difference? Chances Are Between Slim and None by Tom Murse.

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